O POETA ADORMECIDO Na sombra do guamirim, numa grama verde e pequenos arbustos. A visão da paisagem não era ampla, devido ao pinheiral fechado de araucárias. O poeta que não sabia que era poeta, sentava-se e ficava a observar. Como se os versos fossem escritos na sua frente, numa grande tela no céu. Olhava as nuvens, as várias formas das mesmas. Ora um carneiro, ora um homem... mulher... criança... anjo... Preocupado com seus afazeres, saía dali triste. Ninguém sabia o que se passava em seu íntimo. Parecia que só os animais e os pássaros o entendiam. Ouvia cantos de sabiás, tentava colocar uma letra e formava melodias dos mesmos. Andava pelos carreiros cantando, acompanhado da orquestra dos passarinhos. O que ele não sabia, que tudo isso tinha um nome: inspiração poética. No grupo escolar onde aprendia ...
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